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O casal que emocionou a todos conseguiu resgatar o filho adotivo

A juíza da Comarca de Tianguá concedeu guarda para morarem juntos nesta sexta-feira, 18, para a adoção do bebê de quatro meses aos moradores da comunidade Gabriela Fernandes, 23 e Thallys Lima, 28 anos.

O casal já com pequeno nos braços

O Ministério Público do Ceará (MPCE) já teve expressou uma opinião positiva sobre a ação. Seis candidatos antes do casal entrar na fila para adoção saíram do processo e se tornaram os primeiros da fila.


Após a decisão do tribunal do Ceará, Gabriela e Thallys Lima utilizaram as redes sociais na noite desta sexta-feira (18) para anunciar que haviam recebido a aprovação do tribunal e já estavam em casa com o bebê.



'Viemos aqui para dar informações, graças a Deus boas informações. Viemos aqui primeiro para agradecer a Deus, tudo na nossa vida é Deus. Em segundo lugar, gostaríamos de agradecer aos casais que foram tocados pela nossa situação. Foi fundamental para nós estarmos com nosso filho hoje ”, destacou Thallys Lima em publicação nas redes sociais.


Entre setembro e outubro deste ano, o casal cearense Gabriela e Thallys passou três finais de semana com o bebê em casa, quando precisaram devolvê-lo à instituição anfitriã da comunidade, em outubro. Isso porque a Justiça do Ceará tem apontado irregularidades no processo de adoção.


O casal exigia a guarda da criança, o pedido foi indeferido devido à constatação de irregularidades no registro. Eles não eram formalmente qualificados nas fileiras do Sistema Nacional de Adoção (SNA).



O caso


De acordo com a Associação Cearense dos Magistrados (ACM), o casal até já iniciou o processo de estreitamento dos laços com visitas ao bebê no próprio acolhimento. Sem autorização legal. No entanto, os pretendentes afirmam que levaram o menino para casa com a autorização da coordenadora da Recepção Municipal "Espacio Vida", Marília Pinto de Carvalho. O ato, afirma a ACM, em nota, foi "totalmente ilegal, ocorrido à revelia e sem o conhecimento do judiciário", apontam, em nota.


A coordenadora de acolhimento, Marília Pinto, afirma que a autorização para a saída da criança foi baseada em um acordo entre o Ministério Público do Ceará, o abrigo municipal e o Tribunal de Justiça do Estado (TJCE). Segundo ela, isso facilita o andamento da adoção. 'Temos feito tudo acompanhado por profissionais capacitados, visando minimizar esse processo de acolhimento”, explica, informando que casos semelhantes já ocorreram.



Depois que o ministro apurou irregularidades no julgamento, o juiz da III Vara Distrital do município, Bruno dos Anjos, montou, nesta sexta-feira (18), o procedimento, para apurar eventuais irregularidades cometidas pelo coordenador da recepção municipal. O MPCE investigará se houve um favor aos requerentes que buscam adoção do administrador do abrigo.

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